VI NA TV: É PRA SE PENSAR: O acidente com dois trens do Metrô paulistano, o primeiro desde a sua inauguração, foi causado pela falha num cartão de comunicação. E o operador (esse é o nome, não motorneiro, maquinista) conseguiu utilizar o freio manual e assim, reduzindo a velocidade, evitou um acidente maior. Então vem a preocupação: a Linha Amarela, recem inaugurada, coisa de primeiro mundo, não tem operador. Os trens funcionam acionados por computador. Se é assim, e houver uma falha técnica igual à de ontem, não correremos o risco de um acidente maior? Nem digo falha no sistema de computação geral da linha, pois, creio, os especialistas devem ter criado programas para evitar isso ou funcionar em caso desses problemas. Mas pensar não ofende, assim como perguntar. O que aconteceria se ocorresse na Amarela? Repito, sou usuario fanatico do Metrô. SP 17.05.2012 wanderley midei 7h15
Escrito por Wanderley Midei às 07h17
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VI NA TV: ESQUENTA!.. QUE FEIO!!!: E o Rio, que será sede dos principais jogos da Copa do Mundo e da Olimpiadas, será sede ainda neste ano, a Rio+20, que reunirá delegações de praticamente todo o mundo. Discutirão o meio ambiente. Mas, em que ambiente iriam discutir. Não era nada meio. Era mais de 70 por cento. Esta foi pelo menos a porcentagem da supervalorização das diarias cobradas pelos hoteis cariocas para hospedar essas delegações. Mas, em tempo de murici, cad um cuida de si, teve gente que cancelou a vinda porque estava muito caro. Então os hoteleiros decidiram reduzir em até 70 por cento o valor das dirias ou dos pacotes. Isso é um “esquenta” para os dois grandes eventos esportivos que o Lula fez de tudo para trazer para o Brasil. Os olhos crescem quando os comerciantes enxergam uma possibilidade de aumentar seus lucros. Mas que ficou feio, ficou.. SP 17.05.2012 wanderley midei 6h45
Escrito por Wanderley Midei às 06h50
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VI NA TV: CARA DE PAISAGEM – A presidenta Dona Dilma, chorou ontem ao instalar a Comissão da Verdade. Junto dela, os ex-presidentes Luiz Inacio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, se não choraram, tivram um nó na garganta e fizeram um “In memorian” dos companheiros presos, torturados e mortos no período negro da ditadura. E, ao lado deles, José Sarney e Fernando Collor de Mello... no que estariam pensando? Só deu para ver a cara de paisagem que fizeram durante toda a cerimonia. É o que dá ter ainda presidente vivo com histõrias diferentes na história do Brasil. SP 17.05.2012 wanderley midei 6h35
Escrito por Wanderley Midei às 06h42
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pois é, aconteceu... Eu ando de trem desde a sua inauguração ha mais de trinta anos, se não for 35 eu pulo fora do vagão...e em todo esse tempo eu me lembro de apenas um acidente. foi logo depois do prolongamento da linha que ia do jabaquara até santana. ela foi levada até o tucuruvi, passando pelo jardim são paulo, parada inglesa e tucuruvi. pois bem, um dia um trem sofreu um acidente dentro do tunel entre santana e jardim são paulo, deixando alguns feridos. não me lembro bem o que houve, mas sei que o trem raspou na parede do tunel ou algo assim. mas fora isso foram tres decadas sem um acidente igual ao de hoje. acho que é recorde mundial... mas o que interessa mesmo é: esse acidente acontece logo depois de cinco meses cheio de acidentes da cptm, com trens batendo, trens descarrilando, calça nos fios de alta tensão... o trem do metro é totalmente automatizado. tem maquinista, ou seja lá o nome que se usa, mas o computador faz quase tudo. então porque não parou quando tinha um trem parado na estação. é comum a gente ouvir, senhoras passageiros, estamos parados aguardando a movimentação do trem à frente. mas desta vez não aguardaram.. barteu e feriu pessoas. seria coincidencia com os acidentes nos strens da cptm... ha algo errado no caminho do transporte de massa de são paulo.
Escrito por Wanderley Midei às 13h00
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PARA LER E REFLETIR GOSTARIA QUE VOCES LESSEM ESTE TEXTO E REFLETISSEM. PODE ACONTECER COM VOCES. SE É QUE JÁ NÃO ACONTECEU Francisco WANDERLEY MIDEI Nascido em São Paulo em 23 de setembro de 1943. Contatos: Fones: Residencial: (011) 2959.0955 Celular: (011) 9402-1262 Email: wanderleymidei@psi.com.br Profissão: Jornalista. Ocupações: · 8 anos no jornal A Folha de S. Paulo (de contínuo até chefe da sucursal de Santos). · 22 anos no jornal O Estado de S. Paulo (repórter, editor, colunista e coordenador nacional). · 4 anos na Agência Estado (coordenador nacional) . · Chefe de Reportagem no SBT. · Chefe da Pauta na TV Cultura. · Chefe da Pauta na TV Bandeirantes. · Chefe de Reportagem na TV Manchete. · Assessor de Imprensa das Secretarias de Esporte e Turismo. · Chefe da Assessoria de Imprensa da Presidência da Câmara Municipal de São Paulo. · Diretor Administrativo do Departamento Médico do Serviço Civil do Estado. · Assessor de Imprensa da Secretaria da Administração. · Editor Chefe do jornal São Paulo Em Manchete, da TV Manchete. · Produtor do programa TV Escola, da Secretaria da Educação do Estado e da TV Cultura. · Assessor de Imprensa da Secretaria de Recursos Hídricos. · Coordenador da área de rádio (escuta, clipping, centro de documentação e jurídico) na campanha do Governador Mario Covas em 1994. · Editor Chefe da Imprensa Oficial do Estado. à Curso de Gerenciamento pela Qualidade, pela Fundação Cristiano Otoni. · Coordenador de uma área de rádio da campanha de José Serra em 1996. · Editor Chefe da Imprensa Oficial do Estado. à Curso de Gerenciamento para mudanças, pela Fundação Getúlio Vargas. · Editor Chefe do jornal D. O. Leitura/Cultura, da Imesp e da Secretaria da Cultura do Estado. · Coordenador da área de rádio (escuta e jurídico) na campanha do Governador Mario Covas em 1998. · Autor de seis jingles para a campanha do Governador Mário Covas em 1998, que foram tocados pelo interior do Estado. - Poeta e compositor de MPB, com três livros publicados, diversos poemas editados e um cd. gravado.
- Contista, com um livro publicado.
- Coordenador de comunicação da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho.
- Assessor de comunicações da liderança do PSDB na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
- Assessor de comunicações da Presidência da Assembléia na gestão do Deputado Sidney Beraldo.
- Chefe de Reportagem, da Pauta e coordenador de rede da CNT.
- Autor do blog http://wanderleymidei.zip.net
- Reporter para matérias especiais do Diário do Comércio
Escrito por Wanderley Midei às 08h23
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continuação do texto anterior Voces acabam de ler o meu Curriculun. Sabem qual é o único item desse historico profissional que me incapacita para desenvolver qualquer tipo de trabalho, na minha área de jornalismo ou não? A DATA DO NASCIMENTO. Pois é. Nem o glaucoma, com quem conivo há quase quarenta anos me impede de trabalhar. Posso ter alguma dificuldade, mas não sou impedido pela doença. Quanto a idade... E olhem que eu ouvi isso de companheiros com quem trabalhei anos seguidos. “Sabe Midei, eles querem pessoas mais jovens para acompanha-los”.. Então por que não contratam acompanhantes como as que anunciam em revistas e nos orelhões? Muitos amigos, coincidentemente ou não tambem se afastaram. Alguns ainda prometeram: vamos tomar um café dia destes...como o nosso calendário é infinito, só resta esperar por esse tal de dia destes. Uma vez, numa emissora, o diretor de jornalismo me chamou após um dia de trabalho e disse: “Midei, voce é um excelente profissional, mas vou precisar da sua vaga para contratar duas pessoas”. E o que voce responderia? Eu respondi, mas não vou dizer aqui. E olhe que o meu salario não dava quase pra um sobreviver. Vejo com frequencia campanhas na midia pelo PRIMEIRO EMPREGO. Acho justissimo. Afinal, assim como eu na minha adolescencia, o jovem tambem precisa começar a trabalhar para aprender e se desenvolver. Mas não vejo ninguem falando em O ULTIMO EMPREGO, E que não seja nunca o ultimo porque este será no alem. Os jovens precisam aprender. E os que sabem não podem mostrar o que sabem.
Escrito por Wanderley Midei às 08h22
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continuação do texto anterior Nos ultimos seis anos, apenas os amigos James Rubio (que me empregou na CNT como Chefe de Reportagem função que desenvolvi embora num curto periodo proque a carga horaria era muito grande, 14 horas diarias no minimo) e o José Maria, do Diario do Comércio (que, por indicação do Waldir Sanches, me deu várias reportagens especiais para eu fazer e que aliviaram o meu parco orçamento baseado numa aposentadoria de l.400 Reais e de algumas economias feitas durante toda a minha vida e que tem mais, no minimo seis meses para terminar. Até lá vou eliminando superfluos, como automovel, celular ou fixo, canal a cabo, buscar uma internet mais barata e manter meu apartamento, único patrimonio que eu tenho. E rezar para que as coisas andem bem com a familia de minha filha Daniela e ela possa sempre me convidar a visita-la em Aracaju). E, para finalizar, o interessante do profissional idoso é que ele tem disnponibilidade de tempo, ou seja, pode trabalhar em qualquer horario. Não precisa ganhar muito, apenas complementar a aposentdoria. Mas ele não encontra forças para abrir as portas, principalmente as dos amigos que ele ajudou durante toda a vida. Vamos fazer uma campanha pelo ULTIMO EMPREGO! SP 16.05.2012
Escrito por Wanderley Midei às 08h20
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A QUEM INTERESSAR POSSA Vivi a minha vida lidando com as palavras. Insconsciente ou não, elas foram a sua história, e, por tabela, a nossa história. Achoque escrevi mais do que devia, mas não sei parar. Mas há uma coisa que devo dizer: a palavra escrita é linda, mas ela, apesar de registrada, acaba ficando para trás no folhear das paginas da vida. A palavra dita, essa fica gravada no melhor gravador do mundo, o cerebro de quem ouve. E que quase sempre quem ouve pode ajudar imediatamente quem fala. Pergunte ao seu amor se uma declaração ao pé do ouvido (ainda se fala assim?) não tem mais valor do que uma jura escrita? Assim são as palavras. Para serem ditas e, em seguida, se for o caso, escritas. Sabem onde aprendi isso? Na familia. Meus pais não eram de escrever (minha mãe nem sabia) mas eram de dizer. E aprendi muito. Principalmente que, quem se afasta da familia, acaba se afastando de si proprio. E tenho dito!
Escrito por Wanderley Midei às 09h46
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Finalmente acho que o Brasil vai superar a China em produção... de filhos...Esse programa Brasil Carinhoso (lindo né?) garantirá pelo que entendi, 70 Reais por membro da familia que tiver crianças até 7 anos. Controle de natalidade? diu? camisinha? pilula? que nada, o negócio é fazer filhos.. um bom negócio aliás... E se eles crescerem na marginalidade, por falta de uma educação que permita crescer na vida, vai para um instituto educacional e terá direito até a visita íntima.. mas, quando isso acontecer ele deverá ter uma imensidão de irmãozinhos agarrados nas saias das mães que, a esta altura também já deverão estar grávidas. Setenta reais por membro de família que tenha filhos até sete anos, mais um bom dinheirinho para quem tem filho na escola... trabalhar pra que, né? fazer filho é mais fácil. Nem precisa de escola para isso, e o que é melhor, pode ser feito até deitado, na rede, claro.. e viva a mãe presidente dona Dilma!!!!!!
Escrito por Wanderley Midei às 10h18
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OS SENTIDOS (conto pseudo erótico) Manhã de praia, sol ardendo na pele, banhistas no mar, ambulantes negociando seus badulaques. Ela está deitada na esteira, sobre a areia, e sob um enorme guarda-sol. Passa protetor solar nas coxas roliças. Ele sentado numa cadeira de alumínio com plástico, aproveita um pouco da sombra do guarda-sol. Na mão uma caipirinha acabada de chegar pelo garçom. Se conheceram assim, de repente, na praia, no meio da multidão. Ele chegou com sua cara de pau. Ela o olhou com em seu olhar cor de mel. Eram receptivos. Em pouco tempo já eram íntimos. Parecia que se conheciam há muito tempo. Íntimos, mas nada de intimidades intimas... A conversa girou em torno de tudo. A caipirinha acabou. O protetor solar foi espalhado pelo corpo maravilhoso da mulata, ele pediu outra bebida. Foi quando, repentinamente, ela perguntou: “você sabe qual homem é o melhor amante?” Ele quase se engasgou com a pergunta e só soube dizer um não. Ela virou o corpo na esteira, mostrou a frente toda daquele corpo lindo de mulata e olhando nos olhos dele disse: o cego”. Ele engasgou, achando que o melhor amante seria um cara malhado, queimado de sol, corpo trabalhado, barriga de tanquinho, enfim, ele. Ela riu e disse “totalmente enganado”. “E, por que um cego é melhor do que um cara como eu?” ele quis saber... Ela explicou didaticamente que o cego desenvolve os sentidos para sobreviver. E, principalmente para fazer sexo. Ele tem um olfato extraordinário. Sente portanto o cheiro da mulher; tem uma audição extraordinária, assim ouve melhor que qualquer outro os desejos da mulher; tem um paladar selecionado e eu não preciso explicar o efeito disso; e, finalmente tem um tato suave, delicado, penetrante, quente. Isto mata qualquer mulher na hora do sexo”. “Mas ele não tem o principal sentido, a visão”, disse o rapaz sorvendo o final da nova caipirinha. “Como vocês homens estão enganados... o cego não tem a visão, é verdade. Mas ele criou um novo sentido: a imaginação, coisa que vocês, normais, não conhecem. Usando esse novo sentido ele tenta descobrir o que e como a mulher deseja ser tratada. E acerta sempre, sempre ”. Houve um silencio geral na praia naquele momento. Era como se o mar tivesse parado suas ondas, as pessoas brincassem de estatuas. Naquele guarda-sol ficaram os dois se olhando. Ela sorrindo com seu olhar cor de mel e ele com os óculos abaixados na ponta do nariz, olhando para ela e pensando. O único barulho que se ouviu foi o do canudinho dentro do copo vazio. Simbolicamente ela sugara tudo o que de interessante ele poderia oferecer a ela. ARACAJU 14.05.2012 wanderley midei 3h15
Escrito por Wanderley Midei às 07h19
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NOTÍCIAS DE ARACAJU COISAS DE CRIANÇA Lu, 1 ano e 5 meses, tem uma amiguinha, Bia, da mesma idade. Brincam diariamente. As vezes sob o olhar da babá de Bia. Noutras, sob a observação da mãe de Lu. As vezes brigam também porque ninguém é de ferro. Mas são amiguinhas de “longo tempo”. De repente Lu solta no ar uma das poucas palavras que sabe pronunciar: dá!, pedindo a amiga um brinquedo. E Bia responde também e rapidamente com uma das poucas palavras que conhece: não! E continuam a brincar e tagarelar na linguagem própria de crianças dessa idade, que só elas entendem... Em outro dia, Lu está brincando sozinha no pula-pula armado na garagem da sua casa sob a observaçao da mãe. E no sobe e desce do seu corpinho, vê no vidro da janela um vulto de criança. Na segunda vez que vê, grita: oi! E fica assim por algum tempo chamando a atenção do vulto na janela, sem perceber, é claro, que era o seu reflexo no vidro que ela via. Já que não teve resposta nos chamados, decidiu continuar pulando sozinha. So é, das amiguinhas de Lu, a mais velha. Tem dois anos. Outro dia estava passeando com a mãe pela pracinha perto da sua casa quando começou a chorar. A mãe, toda paciente mandava ela parar de chorar. Uma hora a mãe falou um pouco mais alto: parou! E a filha respondeu seca e rapidamente: parou! Mas continuo chorando forte. É interessante observar o comportamento das crianças. ARACAJU 10.05.2012 wanderley midei 10h40
Escrito por Daniela Midei às 08h54
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NÃO VÁ O SAPATEIRO ALÉM DAS SANDALHAS Cresci e envelheci como jornalista. Salvo umas duas outras tentativas fortuitas em outras profissões, que, é claro, não deram certo, sempre fui jornalista mesmo. E dentro das atividades paralelas a minha profissão aprendi, por exemplo, a trocar fita de máquina de escrever, o que, hoje, seria, digamos, agregar valores... Portanto só sei fazer jornalismo, em todas as suas etapas (recentemente, no lançamento do livro do amigo Sergio Kobahyasi, um rapaz saiu lá do fundo da livraria e veio direto me abraçar, me chamando pelo nome e dizendo que eu fui o melhor gerente de redação (nome dado ao cargo de Editor Chefe) da Imprensa Oficial que ele conhecera e eu cito o fato para mostrar que não fui somente repórter. Bem, na minha vida eu sempre quis morar em casa, mas passei praticamente toda a minha vida morando em apartamento. Queria ter um jardim mas acho que Deus soube que eu não iria conseguir tratar dele corretamente porque não tenho a mínima habilidade para essas coisas. Bem, tudo isso foi para dizer que uma simples conversa com meu genro Lauro Nogueira, doutor em Agronomia pela USP e que hoje mora em Aracaju, daí a minha estada estes dias por aqui abriu um pouco meus olhos. Ele, como minha filha Daniela, está preocupado com a minha insônia e com as dores na minha coluna. Pois bem, conversando, Lauro disse que isso poderia ser tudo devido ao ócio já que não estou fazendo realmente nada ultimamente. Nem longas caminhadas como eu fazia, estou fazendo. Então eu disse, fazer o que, se não sei fazer nada alem de escrever. Ele então retrucou: pegue a mangueira, regue o jardim, veja as folhas mortas, já é uma atividade... Hoje acordei por volta das 4 horas. As 5h30 sai de casa e fui andar na pracinha do condomínio onde eles moram. E foi ai que essa conversa veio no meu pensamento. Caramba, é verdade, a mangueira está lá, ligada na torneira, há um jardim que eu sempre quis, mas nunca me passou pela cabeça a idéia de regar esse jardim.. . A frase citada no titulo deste texto parece ter sido o meu lema de vida. Até que uma conversa rápida chamou minha atenção. De repente, eu só sabia fazer jornalismo porque nunca quis também aprender ou me prender com outras atividades... Bem, hoje já andei meia hora na pracinha. Foi um começo. Tenho até segunda-feira para andar diariamente em plena madrugada (RS) e começar a pensar em fazer outras coisas. Vai que pego gosto... SP 11.05.2012 wanderley midei 7h15
Escrito por Daniela Midei às 08h53
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TUDO EM PAZ Ele não era bonito. Magro, mas com uma barriguinha saliente. Alto até demais para o seu peso. Talvez por isso andasse meio arcado. Sempre de bermuda e camiseta regata. No pescoço um colar de metal imitando ouro. Cabelos queimados pelo sol durante longas caminhadas diárias pela praia. Não fazia nada de útil. Mas Gerivaldo tinha um estranho poder com as mulheres. Cativava a primeira vista. Era só se aproximar que a conversa levava a outra conversa e, fatalmente terminava na cama, ou atrás de uma árvore, ou dentro de um barco na praia. Ele costuma dizer que o seu sucesso com as mulheres se devia a água do rio onde sua mãe o lavava quando era bebe. A água primeiro passava por ela e depois me atingia. Assim sempre tive um cheiro que as mulheres gostam, dizia... Quando tudo estava acertado Geri, como gostava de ser chamado, instituía um código com a mulher que conquistara. Passava pela porta da casa e cantava Iansã, cadê Ogum. Se a mulher, lá dentro respondia: Foi pro mar, ele sabia que ela estava sozinha e entrava olhando para todos os lados para não denunciar sua presença. Se ele não respondesse nada ele continuava sua caminhada cantando pela calçada. Um dia Geri conheceu Marilzeide, na feira de peixe junto a praia. Ele nunca comprara peixe, mas sempre passava por lá para assuntar, como dizia aos pescadores que o conheciam e sua fama, tanto que mulher de pescador nunca ficava sozinha em casa. Bem Geri chegou no final da manhã, assuntou, assuntou, e viu Marilzeide, linda, loira, olhos verdes, um belíssimo corpo dentro de uma bermuda justa e uma camiseta regata. Repentinamente os olhares se cruzaram. E ele cruzou o caminho de Marilzeide. Dias depois ele já estava freqüentando a casa da mulher após a troca de senha. Assim ficaram muito tempo. Lucimar, marido de Marilzeide, um dia anunciou para a mulher que estava chegando no dia seguinte, Lucinda, uma menina-moça que sua mãe mandara do interior para a praia a fim de que ela ajudasse na casa do casal e estudasse. Marilzeide na hora não percebera que a presença de outra pessoa na casa atrapalharia seus encontros com Geri. Nesse dia não se encontraram e ela decidiu deixar para falar com ele outro dia. Lucinda chegou no dia seguinte no ônibus das 11 horas. Lucimar foi busca-la na rodoviária e andou com ela por toda a cidade. Era uma morena alta, corpo de mulher com jeito de menina. Curiosa como toda jovem, olhava para todos os lados enquanto caminhava ao lado de Lucimar. E não deu outra. Seu olhar cruzou com o de Geri. E os olhos dele seguiram a moça por todos os cantos. E os dela acompanham pelo canto a curiosidade daquele homem. No dia seguinte Geri passou pela porta da casa de Marilzeide e cantou sua senha. A mulher não respondeu, mas fazendo de conta que precisava ver se o carrinho do fruteiro estava passando, foi ao porão. E contou rapidamente o que estava acontecendo em casa. Geri fez cara de triste mas não tirava os olhos da porta da casa onde estava aquela morena que atraíra sua atenção na cidade e que agora tinha seu corpo quase revelado pela luz que atravessava a porta com aquele corpo no meio. Lucinda se adaptou logo a nova vida. E aprendeu rápido que quando um homem gritava na rua Iansã cadê Ogun, sua patroa respondia foi pro mar e desaparecia por pelo menos uma hora. Um dia decidiu segui-la e descobriu que ela se encontrava com aquele homem do corrente dourada pendurada no pescoço e que chamara tanto sua atenção quando chegara na cidade. Ela ficou furiosa. Logo com aquele homem... voltou para casa e ligou para Lucimar. Disse que a mulher dele tinha saído e que ela, Lucinda, não estava passando bem. Lucimar chegou em poucos minutos. Entrou e encontrou aquela menina deitada na sua cama de casal, oferecendo para ele o seu corpo nu de mulher. Lucimar não pensou duas vezes. Em poucos minutos juntava seu corpo de homem sedento de sexo com o da garota inexperiente. E viveram assim por muito tempo. Quando a mulher saia de casa, Lucinda chamava Lucimar. Uma noite Lucimar teve de viajar com Marilzeide e deixaram Lucinda cuidando da casa. No dia seguinte, ao ouvir o canto na rua ela respondeu na casa. E Geri entrou. Não acreditou que aquela mulher na cama era Lucinda e não Marilzeide. Finalmente teria em seus braços a moça que tanto desejara. Ficaram juntos todo o tempo que o casal esteve viajando. Quando Lucimar e Marilzeide voltaram, já era tarde da noite. Na manhã seguinte mal o marido saiu para trabalhar, Marilzeide se aprontou para esperar Geri. Ai pelas 11 horas ela ouviu o homem cantando no portão da casa. E se surpreendeu ao ouvir do outro lado da casa outra mulher respondendo a mesma contra-senha. Geri não chegou a soleira da porta. Ao ver Lucinda chegando sorrindo para ele, Marilzeide correu até a sala, pegou um facão que o marido deixava guardado para uma emergência e se colocou entre os dois agitando a arma e gritando como uma louca. Geri saiu correndo, pulou literalmente a cerca e desapareceu. Lucinda entrou e se trancou no quarto, de onde só saiu quando Lucimar chegou e foi procurá-la. Foi ai que ela disse ao seu ouvido que estava cansada daquela vida e que ele teria de decidir. Ou ficaria com ela ou com a esposa. Lucimar disse que iria pensar. Transaram, ele deu um beijo carinhoso nela e se levantou. Foi se deitar ao lado da esposa que dormira pesado sob o efeito do calmante que tomara no início da tarde. Lucimar nunca deu uma resposta para Lucinda, Lucinda nunca perguntou mais nada para Lucimar, Marilzeide ainda fica arrepiada quando ouve no portão a senha de Geri, mas divide a cama com ele e Lucinda. Há muita paz naquele lugarejo praiano... ARACAJU, 05.05.2012 wanderley midei 22h20
Escrito por Daniela Midei às 08h53
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NOTÍCIAS DE ARACAJU 2 Descobri, por experiência própria, que se o MacDonald tivesse sido criado em Aracaju, seria impossível ter se transformado na rede mundial de lanchonetes... Ontem a noite comi um BigMac num dos shoppings da cidades..tsc tsc tsc... Eis, que, em plena madrugada, descubro que o meu discman, companheiro inseparável nas noites insônias por aqui, não está mais funcionando. Passei as últimas madrugadas ouvindo pelos seus fones, um MP3 com músicas latinas, inclusive tangos cantados por Julio Iglesias ou os protestos de Mercedes Sosa acompanhadas com aquelas gaitinhas de taquara, iguais a do Pan, como serão as minhas madrugadas sem a sua companhia agora? Estou em Aracaju há uma semana. E tenho participado direto de festinhas boca-livre. Não como convidado porque ninguém mais me convida para essas atividades hoje em dia. Mas... como o prato principal da festa promovida diuturnamente, pelos pernilongos. Eu não sinto as suas picadas. E quando vou ver, to atacado. E olhe que no meu quarto tem um daqueles eliminadores elétricos de pernilongos. E minha filha Daniela se tornou numa eximia raquetista de matar os mosquitos. Vacilou lá ela com sua raquete pipocando tudo que é mosquito. Mas os que promovem a festa boca-livre comigo parecem gostar muito, pois sempre trazem convidados novos. Minha filha diz que a raquete elétrica só mata os mosquitos que estão cheios de sangue. Então aparecem os novos. Nesse tempo aqui em Aracaju, participei de alguns churrascos regados, claro, a cachaça e cerveja. E tenho o som de pernilongo estourando mesmo com a raquete elétrica fora das mãos de alguém daqui de casa. Então deduzi: quando vou nessas baladas e bebo, os pernilongos que me picam recebem uma overdose no meu sangue e viram kamikaze, se jogando contra a raquete elétrica inerte. Como sou ambientalista, começo aqui uma campanha para esses pernilongos: se beber, não entre em rota de colisão com as raquetes elétricas pode ser fatal. ARACAJU, 08.95.2012 wanderley midei 6h30
Escrito por Daniela Midei às 08h47
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MOMENTOS MARAVILHOSOS E INESQUECÍVEIS DURANTE ESTA MINHA VIDA, TIVE MUITOS MOMENTOS MARAVILHOSOS E INESQUECÍVES, ENTRE ELES, AQUELES EM QUE: Abri os olhos e vi o rosto de uma mulher envolto em um misto de choro e risos de alegria; Suguei um liquido grosso, branco, doce, quente, que me deu forças para viver; Senti uma água morna, perfumada banhando meu corpo acariciado por mãos sedosas e cuidadosas; Soltei minha mão da beira do sofá e dei o primeiro passo independente rumo a vida; Falei mamãe e papai e todo mundo aplaudiu; Andei de cavalinho nos ombros cansados do meu pai; Entrei sozinho na escola e ao sair, tinha alguém me esperando; Recebi meu primeiro diploma depois de anos de estudo acompanhado pelos meus pais em casa; Apareci em casa com o rosto pintado e o cabelo raspado porque tinha entrado na faculdade; Apareci em casa chorando por um amor não correspondido; Apareci em casa rindo para apresentar a minha noiva; Joguei para o ar o meu Capello de formando na faculdade; Vesti terno e gravata pela primeira vez para procurar emprego; Usei gravata de seda no dia do meu casamento; Chorar de alegria e felicidade, ao ver os corpos pequeninos do meu filho e da minha filha no berçário da maternidade; Curtir com eles tudo o que tinham curtido comigo quando eu tinha a idade deles; Acompanhar a gavidez e depois os partos das minhas netas e netos, e saber que a vida continua... Minha mãe, quero agradecer a você por ter me aceitado em seu ventre e permitido, após o meu nascimento, que eu vivesse todos esses meus momentos maravilhosos e inesquecíveis. Domingo dia 13 é o seu dia, mas hoje, como foi ontem, e como será amanhã, não posso nunca esquecer de dizer que te amo. ARACAJU, 09.05.2012 wanderley midei 7h45
Escrito por Daniela Midei às 07h56
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 56 a 65 anos, Arte e cultura MSN -
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